jump to navigation

ANALISANDO O “QUESTIONÁRIO WHOQOL-OLD” PARA AVALIAÇÃO DA QUALIDADE DE VIDA EM IDOSOS maio 1, 2012

Posted by alabarse in Uncategorized.
add a comment

Introdução: Considerando um novo paradigma do envelhecer, podemos afirmar que os idosos atualmente estão envolvidos em uma postura ativa nos mais diversos itens relacionados à qualidade de vida. A ascensão do interesse dos profissionais da área da saúde em avaliar a qualidade de vida de idosos não transita paralelamente a uma melhora importante dos próprios protocolos designados a essa tarefa. Assim diversos pesquisadores utilizam questionários inadequados ou com propriedades psicométricas ainda não esclarecidas. Existe a dificuldade dos avaliadores da saúde coletiva em utilizar o protocolo específico denominado “WHOQOL-OLD” para avaliação da qualidade de vida em pessoas acima de sessenta anos de idade. Objetivo: Analisar o questionário “WHOQOL-OLD” destinado a avaliar a qualidade de vida em população específica de idosos. Método: A primeira fase do constructo foi executada através da produção dos grupos focais. Foram utilizados os questionamentos do WHOQOL-100 para filtrar informações relevantes e usá-las para o novo modelo proposto. Em seguida através de um teste piloto aplicado em 22 centros diferenciados em todo o mundo, 7.401 sujeitos foram envolvidos na coleta de dados com um rigoroso controle técnico: fracionização igual de acordo com gênero, mesma quantidade de homens e mulheres, números etários idênticos, 60 a 69 anos, 70 a 79 anos e 80 ou mais. Resultado: A consistência interna teve um resultado satisfatório para cada faceta (α = 0,72 a α = 0,88). Sobre a validade discriminante em relação às faixas etárias, o questionário demonstrou-se capacitado em diferenciar as idades em relação aos valores apresentados. Em relação ao gênero, o efeito foi pouco expressivo. A maior diferença entre médias acorreu entre sujeitos que se perceberam “saudáveis” e “doentes”, com os primeiros apresentando escores maiores em todas as facetas. Obtendo como modelo final 24 tópicos em seis respectivos domínios: “funcionamento dos sentidos”, “autonomia”, “atividades passadas, presentes e futuras”, “participação social”, “morte e morrer” e “intimidade”. Conclusão: Esta breve revisão literária sobre o questionário “WHOQOL-OLD” apresentou subsídios pontuais para concluirmos que esse protocolo possui conteúdo e embasamento técnico relevantes para uso na população idosa com o propósito de avaliar a qualidade de vida, convergindo informações importantes para analisar o envelhecimento saudável.

ENVELHECIMENTO HUMANO, AVALIAÇÃO DO EDUCADOR FÍSICO março 16, 2012

Posted by alabarse in Uncategorized.
add a comment

Disciplina de Cardiologia da Universidade Federal de São Paulo

Os progressos da ciência esportiva e da atividade física ultimamente estão acontecendo de maneira concomitante ao uso de técnicas melhoradas de avaliação nos mais diferentes testes.1
Como definição, as avaliações podem ser usadas em objetivos diferenciados: pessoas, cursos, programas, projetos, equipamentos e outros. Em geral, “a avaliação fornece informações descritivas e de julgamento sobre objetivos, planejamentos, implantações e resultados”.1
Neste sentido, a avaliação pode ser considerada uma forma de julgar valores de um determinado planejamento sintetizado anteriormente para saber se os objetivos estão sendo atingidos durante o procedimento ou se foram atingidos no final do processo.1
Em uma abordagem sistematizada a medida é parte de uma das etapas de uma avaliação, tornando-se objeto de análise não simplesmente de um esportista ou pessoas envolvidas com atividade física, esta vinculada também a um processo de treinamento e até na formação profissional.1
Em convergência, “muitos são os fatores que podem interferir na realização de uma boa avalição e o primeiro passo é fazer uma boa medida”.6
Considerando os diversos testes encontrados na literatura com o objetivo de escolher o teste mais adequado para uso, o avaliador impreterivelmente deve apropriar se de alguns critérios, como por exemplo, entender a contextualização no qual o teste esta inserido, selecionar adequadamente “os objetivos da avaliação à variável que se pretende medir e às características do avaliado”. Essa postura é importante para assegurar eficácia e qualidade na avaliação.2
Em adição, descreveremos critérios adicionais para escolha de um instrumento de avaliação, sendo: erro da medida ou critérios de autenticidade científica, representado pela fidedignidade e validade. Aspectos práticos, que vincula se a viabilidade, economia e padronização. Características pedagógicas, motivação, facilidade de entendimento e capacidade de gerar experiências de aprendizagem. Uso dos resultados, referindo se a especificidade, discriminação e aplicação a situações práticas.2
Sobre a organização e administração de testes, alguns aspectos são relevantes para o sucesso de uma avaliação física: orientação do avaliador e do avaliado, localização.6
Incontestável é uma especial atenção aos instrumentos de medidas em relação a aquisição, manipulação, calibração e conservação do equipamento.6
Em acréscimo e de relevante importância é a dinâmica de aplicação dos testes vinculando se ao número de avaliados e avaliadores, demonstração do teste, ordem das aplicações, priorizando o teste de menor esforço físicos fisiológico para os mais exigentes, duração dos protocolos e coleta dos dados.6
Com o objetivo de potencializar a segurança do avaliado, existe a recomendação que o envolvido possua um exame médico prévio ao teste, atestando a sua condição física e clínica para a participação na proposta.6
Assim podemos abordar algumas contra indicações absolutas: insuficiência cardíaca congestiva, miocardite ativa, doenças infecciosas agudas e estenose aórtica grave.6
Sobre as contra indicações relativas, encontramos a arritmia supra-ventricular, hipertensão pulmonar ou sistêmica sem controle e diabetes não controlada.6
Em relação ao público idoso, podemos formular o seguinte questionamento, para que avaliarmos idosos e como?
A avaliação física nos gerontes é importante para que um programa de atividade física seja fundamentado cientificamente e que contenha também uma postura pedagógica, assim como analisarmos se os objetivos de um planejamento esta coerente através das determinações da aptidão física e funcional dos idosos.7
A complexidade inserida no fenômeno do envelhecimento humano não nos permite categorizar em um único modelo a enorme variabilidade dos idosos encontrados uma determinada população. Sendo assim, “faz-se uso de alguns critérios para estabelecer as diferenças individuais: o critério cronológico e o critério funcional”, representando respectivamente a idade cronológica e a capacidade funcional.7
A capacidade funcional revela se como melhor critério em relação ao cronológico, considerando o objetivo de determinar a condição que o idoso se encontra. Isso se deve ao fato de estar associada as possibilidades do cotidiano dos idosos associadas as atividades da vida diária (AVD) e a concomitância em diagnosticar o quanto se é independente para a realização das tarefas envolvidas no dia a dia, tais como comer, tomar banho, andar próximo de casa e outras.7.
De acordo o nível funcional, podemos estabelecer quais os testes que devem fazer parte em um conjunto de avaliação em idosos:

CATEGORIA TIPOS DE TESTES
Fisicamente dependentes Testes de ABVD
Fisicamente frágeis Teste de ABVD e AIVD
Fisicamente independentes Testes de baixo nível de função física
Testes de aptidão física:
- tempo de reação e de movimento
- consumo máximo de oxigênio
- agilidade e equilíbrio
- testes de AAVD
- força muscular
- flexibilidade

Fisicamente ativos / aptos Testes de aptidão física
- testes resistidos de força muscular
- tempo de reação e de movimento
- salto (impulsão), potência, saltar
- consumo máximo de oxigênio
- agilidade e equilíbrio
- flexibilidade

Atletas

Testes de aptidão física
- testes resistidos de força muscular
- consumo máximo de oxigênio
- flexibilidade e agilidade
Testes específicos da modalidade

De acordo proposta sintetizada pelo conceituado Centro de Estudos do Laboratório de Aptidão Física de São Caetano do Sul, podemos categorizar a seguir os tipos de medidas e testes de acordo a variável proposta.8

Variáveis Medidas / Testes
1- Antropométricas
Estrutura física Massa, Estatura, IMC
Composição corporal Adiposidade: dobras cutâneas
Gordura Intrabdominal: abdominal, cintura e quadril
Massa magra: perímetros musculares
Massa óssea: diâmetros ósseos
2- Metabólicas
Potência aeróbia Teste submáximo na bicicleta ergométrica
Caminhar 800 metros
Caminhar 6 minutos
Step de 2 minutos
3- Neuromotoras
Força muscular
Membros superiores Preensão manual
Flexão de cotovelo
Membros inferiores Impulsão vertical
Sentar e levantar (cadeira)
Flexibilidade Sentar e alcançar no banco
Sentar e alcançar na cadeira
Flexibilidade de ombro
Flexibilidade angular
Agilidade Teste de Shuttle Run
4- Funcionais e mobilbidade
Equilíbrio Estático com controle visual
Dinâmico – andar 3 metros
Escalas equilíbrio
Agilidade corporal Sentar na cadeira e locomover se
Velocidade de andar Velocidade normal
Velocidade máxima
Velocidade levantar da cadeira Uma vez
Mudanças de posição Sentado / pé
Pé / sentado
Deitado / sentado
Deitado / pé
Subir escadas Subir um lance de escada
Atravessar ruas Caminhar 30 metros
Colocar meias Sentado na cadeira colocar um par de meias
Auto-avaliação funcional Escalas de AVDs, AIVDs, AAVD
5- Psico-social e cognitiva Auto imagem
Auto estima
Depressão e ansiedade
Qualidade de vida
Mini mental
6- Postural e risco de quedas
7- Nutricional e consumo alimentar
8- Nível de atividade física

Em um contexto envolvendo o organismo humano como objeto de analise a partir de avaliações biológicas, torna se importante analisarmos alguns pontos da fisiologia do exercício, mais precisamente, a bioenergética.
Resumidamente e apenas com um objetivo didático e pontual definimos como transferência de energia no corpo a capacidade de extrair energia dos macronutrientes dos alimentos e transferi lá continuamente para a realização de trabalho celular.3
A transferência de energia ocorre principalmente com maior ou menos predominância através de três sistemas, ressíntese de ATP (adenosina trifosfato) caracterizada por alta potência e curta duração, via glicolítica e uso de carboidratos e gorduras, via oxidativa, caracterizada por esforços de baixa intensidade e longa duração.4,5
Propositalmente citamos as formas extremas de uso energético, para maiores informações a respeito, sugerimos a literatura clássica de fisiologia do exercício.
Neste sentido, as bases biológicas dos testes funcionais relaciona se com os aspectos metabólicos envolvidos na execução não somente das atividades físicas, mas também para a interpretação de resultados provenientes das avaliações funcionais. “Conhecer o que esta acontecendo em termos metabólicos na execução de um esforço” é de suma importância.4
Através do conhecimento comportamental do metabolismo no início, durante e após o esforço físico, “é possível obter o perfil metabólico da atividade em questão”.4
Diante do exposto, teremos uma maior condição de escolher o instrumento de avaliação corresponde a variável a ser analisada.

1- Bohme M T S, Kiss M A P D. Avaliação de treinamento esportivo. In: Kiss, MAPD, organizadora. Esporte e Exercício. São Paulo (SP): Editora Roca Ltda; 2003. p. 3 – 4 – 5.
2- Kiss M A P D, Lima J R P. Critérios de seleção de testes. In: Kiss, MAPD, organizadora. Esporte e Exercício. São Paulo (SP): Editora Roca Ltda; 2003. p. 21 – 22 – 23.
3- Katch F I, Katch V L, McArdle W D. Introdução à transferência de energia. In: Katch FI, Katch VL, McArdle WD, organizadores. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro (RJ): Editora Guanabara Koogan S.A.; 2003. p. 118.
4- Kiss M A P D, Lima J R P, Matsushigue K A. Bases biológicas de testes funcionais. In: Kiss, MAPD, organizadora. Esporte e Exercício. São Paulo (SP): Editora Roca Ltda; 2003. p. 63 – 64 – 65.
5- Katch F I, Katch V L, McArdle W D. Transferência de energia no corpo. In: Katch FI, Katch VL, McArdle WD, organizadores. Fisiologia do Exercício – Energia, Nutrição e Desempenho Humano. Rio de Janeiro (RJ): Editora Guanabara Koogan S.A.; 2003. p. 134 – 150.
6- Matsudo V K R. Aspectos gerais da avaliação física. In Matsudo SMM, organizadora. Avaliação do Idoso – Física & Funcional. Santo André (SP); Editor Sandra Marcela Maheda Matsudo; 2010. p. 13 – 14 – 15.
7- Matsudo V K R. Porque e como avaliar o idoso? In Matsudo SMM, organizadora. Avaliação do Idoso – Física & Funcional. Santo André (SP); Editor Sandra Marcela Maheda Matsudo; 2010. p. 19 – 20.
8- Matsudo V K R. Objetivos e estrutura na avaliação física e funcional. In Matsudo SMM, organizadora. Avaliação do Idoso – Física & Funcional. Santo André (SP); Editor Sandra Marcela Maheda Matsudo; 2010. p. 35 – 36.

Autor: Silvio Lopes Alabarse
Coautores: Japy Angeli Oliveira Filho, Valdir Ambrosio Moises

Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.